quinta-feira, 5 de junho de 2014

Análise de Conjuntura Política Econômica e Social

O ano de 2012 foi marcado por intensos debates (combates) pela realização das eleições municipais em todo Brasil. No centro do palco das operações, verdadeiros campos de batalha, ergueram-se partidos políticos que se projetaram como legítimos representantes de um segmento dos mais carentes, o povo.

Dentre aqueles partidos que já são notórios no cenário nacional surgiu, mais recentemente, inúmeros pedidos de novas agremiações que não tem tanta projeção, cuja performance permanece com as mesmas velhas práticas política, ou seja, se muda as siglas mais se mantém as mesmas raposas velhas tomando conta do galinheiro.

E este ano não vai ser diferente de 2012, mais uma eleição se aproxima, desta vez no âmbito nacional, onde o eleitor em tese deve votar em 5 (cinco) postulantes a cargos eletivos, desde do mais alto cargo de Presidente da República ao mais simples de Deputado Estadual, com isso mais uma grande batalha será travada, tanto no campo das idéias como no campo das desigualdades econômicas e social.

No campo social o nosso opositor a Presidência da República do PSDB, tenta aprovar um projeto para alterar o programa Bolsa Família justamente este ano. Onde será que estava o Senado Aécio Neves durante estes mais de 10 (anos) do Bolsa Família? Somos contrários a proposta do Senador porque, a pretexto de aperfeiçoar o programa, ele ameaça desfigurar o Bolsa Família, uma política pública que atende a 14,1 milhões de famílias com benefício médio de R$ 167 mensais e cujo sucesso é reconhecido internacionalmente, cito o Bolsa apenas como exemplo e que é de fato o programa de distribuição de renda direto com maior impacto na economia da grande maioria dos pequenos municípios.  

Neste contexto nosso partido vem cada vez mais se afirmando como uma grande agremiação política na luta pela transformação social, uma vez que emerge de um processo cuja intencionalidade visava a unificação de diversos segmentos que, compreenderam que era o momento de somarmos esforços e resultasse numa nova força social capaz de mover mentes e corações de todos brasileiro.

Em sua gênese os setores que lhes deram origem carregavam vidas culturais e políticas distintas, porém uma questão sempre foi preservada entre nós, expressa em nosso manifesto, a saber: 

“Aprovado pelo Movimento Pró-PT, em 10 de fevereiro de 1980, no Colégio Sion (SP), e publicado no Diário Oficial da União de 21 de outubro de 1980. O Partido dos Trabalhadores surge da necessidade sentida por milhões de brasileiros de intervir na vida social e política do país para transformá-la. A mais importante lição que o trabalhador brasileiro aprendeu em suas lutas é a de que a democracia é uma conquista que, finalmente, ou se constrói pelas suas mãos ou não virá. 

A grande maioria de nossa população trabalhadora, das cidades e dos campos, tem sido sempre relegada à condição de brasileiros de segunda classe. Agora, as vozes do povo começam a se fazer ouvir por meio de suas lutas. As grandes maiorias que constroem a riqueza da Nação querem falar por si próprias. Não esperam mais que a conquista de seus interesses econômicos, sociais e políticos venha das elites dominantes. Organizam-se elas mesmas, para que a situação social e política seja a ferramenta da construção de uma sociedade que responda aos interesses dos trabalhadores e dos demais setores explorados pelo capitalismo”.

Com base em nosso manifesto, e respaldados na condição de militantes históricos deste projeto, na condição de membro da Executiva Estadual e presidente do PT do município de Queimadas/PB, me dirijo ao conjunto dos leitores e eleitores, da sociedade em geral, com o fim de esclarecer que não somos um partido de questões únicas como querem de forma orquestrada os grandes meios de comunicação, como já é de conhecimento público de todos.

Como visto em nosso manifesto, os segmentos que formaram o PT demonstram ser um centro dinâmico de maior volume e capacidade de mobilização de massas, desde então e até o presente momento, é aquele que está presente nas camadas sociais, principalmente na condução dos programas sociais e de distribuição de renda que é referência para o mundo como próprio relatório da ONU aponta.

Sabemos e defendemos que o momento requer um realinhamento das forças populares e de esquerda no país, para que possamos manter as conquista obtidas nos últimos 10 anos. No entanto, não aceitaremos que o acervo de luta construído pelo PT seja contrabandeado para forçadamente, forjar escopo para a construção pura e simples de determinadas agremiações partidária. 

Sabemos da nossa força, não renunciamos aos nossos princípios contidos em nosso manifesto.

Os setores conservadores devem explicações à sociedade em geral e a todos os partidos do campo popular, em particular, acerca de comportamentos que comprometem as forças internas do próprio campo de aliança do PT e do conjunto daqueles setores que defendem que o desenvolvimento do país não pode parar simplesmente para atender uma oligarquia de plantão.

Daí que, para nós o PT é um partido, que se relaciona com agremiações partidárias das mais diversas, no entanto,sem subordinações ou atrelamentos, mesmo reconhecendo reciprocidades com algumas destas agremiações.

Reafirmamos, portanto, que lutamos pela democracia e pluralidade, e buscaremos sempre a unidade com aqueles que pensam e pisam em terrenos comuns.

Sidney Oliveira 

Queimadas, 05 de junho de 2014


Um comentário:

  1. O PT caminha positivamente para se tornar o maior partido político do município de Queimadas

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