quarta-feira, 11 de abril de 2012

Juventude e a política

Este texto te a finalidade de trazer uma analise sobre o papel da Juventude na política, portanto não pode ser vista apenas como uma receita pronta e sim de um pensamento estratégico para as eleições que se aproximam. Somos jovens estudantes, trabalhadores do campo e da cidade, profissionais, lideranças políticas, militantes, e temos o importante papel de contribuir na construção da nova política do novo jeito de fazer política. Historicamente o que se apresenta suas particularidades de acordo com cada período. Enquanto sujeitos compromissados com a sua história, com a luta do povo brasileiro não só temos a responsabilidade, mas também sentimos a necessidade de contribuir com a nossa prática política. Vivenciamos uma etapa do sistema capitalista na qual acirram-se as contradições e o ser humano torna-se a cada vez mais uma simples peça na composição de estruturas corrompidas pela necessidade de reprodução do capital chegando ao ponto de sermos reduzidos à qualidade de objetos. Cada vez é maior o número de pessoas excluídas e jogadas na miserabilidade, é maior também o numero daqueles que não tem acesso educação, saúde, inclusive trabalho. Pareceria uma ironia, mas nestes tempos de extremo avanço tecnológico o trabalho já não constitui um elemento próprio da capacidade humana, hoje ele é para milhares de pessoas apenas uma forma de sobrevivência, isto elevado a sua máxima expressão, trabalhar ou não pode ser apenas a diferença entre miséria e sobrevivência na miséria. Com isto a atividade do homem não constitui mais a forma deste realizar as suas capacidades - aliás há muito tempo-  se tornado, apenas uma maneira de aprofundar a sua alienação na relação de dependência e submissão total ao capital. Neste sentido que organizações da sociedade civil vem sendo uma das alternativas de mobilização e formulação da classe trabalhadora como forma de resistir e re-pensar nas alternativas para a construção de sociedades baseadas na solidariedade, o respeito pela autodeterminação, a democracia, a liberdade e o total compromisso com o desenvolvimento das capacidades humanas e todas as suas expressões. E este particularmente, tem a possibilidade de se aproximar da juventude, de chamá-la para a luta. Por tanto temos a responsabilidade de re-encantar a juventude com a causa das eleições de 2012, voltar a acreditar na possibilidade e sentir a necessidade de construir os novos rumos da política de queimadas. Como jovens, devemos pensar o partido, projetar-nos nele, por isso  não é apenas uma questão de trabalhar com os jovens, e sim nos sentirmos parte deles. Desta forma reverter a visão acrítica da alienação que leva aos jovens e a sociedade como um todo a ver a miséria como uma questão de destino e a corrupção como uma forma legítima ou pelo menos a mais viável de atingir um destino diferente, que faz da discriminação um instrumento para a sociedade de massas homogêneas para o grande mercado, e que acaba frustrando todas as capacidades e sonhos, levando-nos à capitulação da história. É por tudo isso que se faz imprescindível mostrar a existência de um campo extremamente fértil e espaçoso onde a prática permita exercer o papel da política seja como professores, técnicos, artistas, pesquisadores, produtores, militantes, homens, mulheres, seres humanos.
Espero que esta contribuição ajude no pensamento de novas formulações e de novas praticas de políticas publicas voltada para nossa juventude do nosso município.
Boa leitura a todos@
Sidney Oliveira 9179-1386
Queimadas 12 de abril de 12

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